Marketing 5.0: emoção e sentido na relação entre marcas e pessoas

Entender o Marketing 5.0 é entender a evolução do próprio Marketing. Durante décadas, a relação das marcas com os clientes resumiu-se à dicotomia de compra e venda, na composição mais primitiva da sociedade de consumo. Oferta e demanda bastavam-se, isto é, um produto era útil para determinada necessidade e, dessa forma, dava-se sua comercialização.

Ao longo dos anos com a evolução, mais e mais produtos e serviços – assim como mais e mais marcas para as mesmas categorias de bens de consumo – surgiram, o que, por si só, passou a fazer com que as empresas começassem a rever certos conceitos e formas de comunicar. Essa evolução, com todas as suas nuances, trouxe-nos até aqui: ao Marketing 5.0.

Mas o que define esse conceito? Em termos gerais, a relação mais próxima, emocional, sensorial, dos consumidores com as marcas.

Hoje, não basta que as empresas ofereçam um produto ou serviço útil. É preciso muito mais – até porque a variedade de opções se faz imensa. O produto ou serviço precisa vir acompanhado de valores. Os clientes querem consumir aquilo que desperta neles as emoções, os sentidos. Marcas que tenham responsabilidade com a sociedade na qual estão inseridas, sendo as mais conscientes possíveis. Empresas que respeitem o cliente em sua totalidade, e não apenas quando lhes convém.

Com a internet e a democratização da informação, os consumidores ganharam voz. As marcas que, ainda hoje, não atentam para isso estão desperdiçando a chance de se inserir no conceito 5.0. As consequências podem ser avassaladoras: críticas negativas on-line, centenas ou milhares de processos, perda de confiança e de vendas, queda nas ações, falência. A voz de um internauta ecoa na voz de tantos outros, e essa amplitude pode ajudar na construção ou na destruição de uma marca.

Assim, quando uma empresa torna claro que se preocupa com as pessoas, com o meio ambiente, com os direitos dos animais, praticando de fato o discurso, ela tende a ser admirada. Com isso, engaja o consumidor pelas convicções, pela ética. Esse consumidor, então, se tornará um verdadeiro fã da marca, desejando-a e influenciando outros. Tudo isso, em grande escala, compõe a percepção da sociedade sobre determinada companhia e o que ela oferece.

De modo similar, se a empresa promove, além do produto ou serviço em si, uma experiência a mais – por exemplo, de realidade aumentada ou de estímulo aos cinco sentidos –, ela mostra que está antenada e se reinventando a cada dia. Isso faz com que se destaque e, da mesma forma, aproxime, engaje, apaixone.

Somos seres emocionais e curiosos. O belo, o verdadeiro, o novo nos instigam, e o Marketing 5.0 canaliza essa realidade na relação entre marcas e pessoas. Assim, atentar para o fator humano por trás do consumidor é uma oportunidade e tanto nos tempos em que vivemos.

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